Tecnologia Na Medicina

A evolução da tecnologia na medicina ao longo dos anos é marcante, tanto para profissionais quanto para pacientes. Basta um pouco de atenção para percebermos que, a todo momento, surgem novidades na saúde que qualificam as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças e outras condições médicas.

Esse impacto de tecnologias na melhoria da saúde não é de agora, já que ferramentas e dispositivos têm contribuído para prognósticos mais positivos há séculos. E não há exagero algum, nessa afirmação, como veremos a partir de agora.

Você vai entender como a ciência influencia a tecnologia, que avanços na medicina já são uma certeza para os próximos anos, a importância e benefícios da tecnologia na medicina e muito mais.

Prepare-se, pois o futuro da tecnologia na área da saúde está bem mais perto de virar realidade do que imaginamos.

Boa leitura!

A importância da tecnologia na medicina

Quando falamos sobre tecnologia e medicina, é natural pensar em cirurgia robótica, telemedicina e uso de células-tronco, temas bastante modernos e atuais. Mas a relação entre esses dois campos é bem mais antiga. A medicina, como a conhecemos hoje, só se tornou possível devido aos avanços da ciência e tecnologia.

Repare que, sem os equipamentos de diagnóstico por imagem como os aparelhos de raio X, ultrassonografia e ressonância magnética -, seria impossível investigar áreas internas do corpo humano de forma não invasiva.

Ou seja, seria preciso abrir o paciente para observar seus órgãos e outras estruturas anatômicas, o que sempre representa um maior risco à saúde. A compreensão do funcionamento do corpo também só se tornou realidade com o auxílio da tecnologia.

É claro que, antes, já era realizada a autópsia em cadáveres, o que possibilitava identificar os tipos de órgãos e tecidos, sua localização e outras características. No entanto, foi a observação de todos os sistemas em pessoas vivas, como nervoso, circulatório, digestivo e respiratório, que permitiu desenvolver soluções para os mais variados problemas de saúde.

Sem a tecnologia na medicina, portanto, a expectativa de vida era baixa. Praticamente qualquer doença representava um risco real de morte. Mesmo condições que, hoje, têm chances altíssimas de cura, como fraturas, eram uma grave ameaça antes da invenção de técnicas como torniquetes, talas e gesso.

E devemos considerar que citei um exemplo bastante básico. Se avançarmos na reflexão, muitos outros vão reforçar a importância da tecnologia na medicina.

Raio X

Um dos marcos nessa história foi a invenção do aparelho de raio X, no final do século XIX. Em 1895, o físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen escreveu e publicou o artigo “Sobre uma nova espécie de raios“, no qual compartilhou seus experimentos usando radiação ionizante para a obter imagens internas do corpo humano.

Em 22 de dezembro daquele ano, Roentgen comprovou suas suspeitas ao posicionar a mão esquerda de sua esposa sobre o chassi que havia construído e, assim, realizar a primeira radiografia. Depois de 15 minutos, ele revelou o filme com as imagens registradas e pôde ver ossos e partes moles.

Em 1901, o cientista recebeu o Prêmio Nobel de Física por sua descoberta. O uso do equipamento de raio X impulsionou uma revolução tecnológica sem precedentes na área da medicina.

Desde então, médicos poderiam examinar estruturas anatômicas sem precisar de procedimentos invasivos.

Eletrocardiograma

No início do século XX, cientistas desenvolviam formas diferentes para o estudo e registro do funcionamento do músculo cardíaco. A partir desses estudos iniciais, Willem Einthoven criou a máquina de eletrocardiograma.

Estudante na Universidade de Medicina da Holanda, Einthoven inventou o galvanômetro de corda, tecnologia capaz de registrar tensões cardíacas de maneira fiel. Em 1924, o especialista recebeu o prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina por suas contribuições com a área.

Tomógrafo

Apesar de importante, a radiografia possui limitações, a exemplo de mostrar imagens em apenas duas dimensões (2D), o que dificulta a identificação dos tecidos com nitidez. Por isso, substâncias como o contraste passaram a ser adotadas em alguns procedimentos, aumentando a clareza da região examinada.

Outro avanço importante foi a criação do tomógrafo, em 1972, que rendeu um Prêmio Nobel de Fisiologia para o sul-africano Allan Cormack e o britânico Godfrey Newbold Hounsfield.

Formado por um tubo que gira ao redor do paciente, o aparelho de tomografia captura diversas radiografias de uma mesma parte do corpo, permitindo a visualização de ângulos variados e a identificação de lesões pequenas.

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